domingo, 19 de agosto de 2012

Como está a sua saúde?

Ana Chagas
 
Um famoso site que destaca as grandes descobertas científicas acerca do homem e do universo enviou para mim esta semana, via newsletter, um Artigo muito interessante que tinha como título: “Honestidade pode fazer bem à saúde”. Realmente, este é um tema relevante para os nossos dias, pois vivemos em uma sociedade, principalmente no Brasil, em que vale tudo para se dar bem, em que aquele famoso “jeitinho brasileiro” é extremamente valorizado; e que quem não faz isso é taxado de “boboca” , sociedade esta, em que a inofensiva mentirinha branca  “não tem nada de mais”; porque para grande parte destas pessoas “os fins justificam os meios”. Mas sabemos que não é bem por aí.
Algo interessante é que estudiosos dos EUA realizaram esta pesquisa com dois grupos, um ficou à vontade para mentir, o outro, fora instruído a que não mentisse, embora não terem sido fiéis ao combinado. Mas o que se notou ao final do estudo foi que o grupo que relatou ter mentido menos, ou quase nada, relatou também uma diminuição de incômodos físicos (tensão) e mentais (tristeza e apatia).
É sabido e comentado por muitas pessoas já há algum tempo que mágoas guardadas, perdão não liberado ao outro gera doenças graves e até mesmo fatais, na pior das hipóteses. Porém, o que considero interessante é que a Bíblia, um livro escrito há tantos anos, por homens inspirados por Deus no decorrer da história, já nos falava dos malefícios do pecado e dos benefícios de uma vida que condiz com os princípios divinos.Esta informação do site que recebi veio somente corroborar com o que já sabíamos a partir da Palavra de Deus.
Sabemos, entretanto, que a causa do sofrimento do homem, de modo geral, vem, não apenas a partir de um pecado cometido em nossa existência; mas já trazemos esta causa em nós desde a queda de Adão. Foi exatamente ali onde começamos a morrer. Em Adão, passamos a envelhecer, a adoecer e consequentemente, a morrer fisicamente, além do fato da morte espiritual já se cumprir em nós a partir daquele evento.  Isso mesmo! Estamos espiritualmente mortos, salvo quando somos alcançados por Cristo no decorrer da nossa existência; e, a partir deste evento maravilhoso, vivificados mediante sua morte vicária na cruz, podemos já desfrutar da salvação, embora ainda estando nesta natureza pecaminosa, podemos a partir daí, contar com a graciosa presença do Espírito Santo em nós, o qual é, como o próprio Jesus Cristo falou, o nosso “Guia”, ou seja, Ele é aquele que nos guia em direção à comunhão cada vez maior com Deus, até a nossa redenção, onde não haverá mais deficiência alguma, antes estaremos livres da presença do pecado, e poderemos, finalmente, servir a Ele em perfeição. É o Espírito Santo quem nos alerta acerca de nossos erros, quem nos dá condições de discernir qual seja a vontade de Deus para nós. Quando estamos alienados de Deus e de tudo quanto se refere a Ele, este processo não ocorre. O que pode ocorrer é uma busca humana por uma vida afastada de coisas que consideram ruins para a sua reputação e para a reputação de sua família. Mas, quando buscamos viver uma vida de santificação para com Deus, a nossa motivação não estará centrada em nós mesmos, ou no que os outros pensarão de nós; mas, agora, o que mais nos interessa, é o que Deus pensa de nós quando seus olhos nos observam; a nossa motivação será a de agradar-lhe unicamente por uma razão: porque Ele é digno, e porque buscamos, após a vivificação, cumprir o propósito dEle em criar-nos: glorificá-lo.

É neste processo de santificação que entra o pecar ou não pecar, o mentir ou não mentir. O Artigo que citei no início salientava a questão da mentira e da desonestidade, eu, porém, estou indo mais além, à luz da Bíblia, mostrando que a questão do pecado é muito mais devastadora do que parece aos olhos de muita gente. 
Quando conhecemos a Bíblia, e cremos, e somos regenerados pelo Senhor, algo acontece em nós, ou pelo menos deve acontecer; do contrário, algo está errado; e esta mudança a partir do que conhecemos deve ser evidenciada a todos, não é algo a se guardar, a se esconder, mas a espalhar, como a luz que Jesus disse que deve ser colocada no lugar mais alto da casa para que assim, ilumine a todos (Mt 5.15-16). Jesus resume a Lei em dois mandamentos. Alguns dizem que ali Ele estava invalidando ou desprezando a Lei, mas isso não procede, pelo contrário, Jesus mostra que quando amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos; a partir deste fato, conseguiremos, seremos capazes de cumprir os demais mandamentos de Deus; pois, se amo o meu próximo, logo não serei falso, não mentirei, não roubarei, não serei egoísta, não o invejarei, não o matarei, enfim. E, se de fato amarmos a Deus sobre todas as coisas, logo, haverá em nós um ardente desejo de jamais desagradá-lo; sendo assim, não adoraremos falsos deuses, estátuas que não têm vida, não envergonharemos o Seu Nome. Estes dois mandamentos nos atraem para o centro da vontade de Deus.

A Palavra de Deus traz trechos riquíssimos que nos revelam o quanto Deus deseja e nos instrui a fazermos o que é eticamente correto diante dEle e diante das outras pessoas. Analisemos alguns destes:

“Adquire sabedoria, adquire inteligência, e não te esqueças das palavras daminha boca. Ouve filho meu, e aceita as minhas palavras, e se multiplicarão os anos da tua vida [...] porque são vida para os que as acham, e saúde para todo seu corpo.” (Provérbios 4.5,10 e 22) Ou seja, Deus nos mostra que uma vida de obediência nos fará viver mais tempo;do contrário, os problemas acarretados pela prática constante do pecado da mentira, do ódio, etc. adoecem-nos e, provavelmente, teremos uma expectativa de vida menor. Um exemplo disso vemos em Efésios 6.1-3, quando Paulo diz: “Filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo; honra a teu pai e tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.” Em suma, dificilmente você vê um filho que serviu fielmente a Deus e foi obediente a seus pais, sendo morto no meio das drogas e no tráfico; pois acabam indo parar lá justamente por não terem dado ouvidos a seus pais (isso quando seus pais temem e obedecem a Deus também, pois hoje, para a nossa tristeza, há pais que cometem a maldade de colocar drogas na boca de seus filhos ainda bebês).

“Não sejas sábio aos teus próprios olhos, teme ao Senhor e aparta-te do mal. Isto será saúde para o teu interior, e medula para os teus ossos.” (Provérbios 3.7-8). O Senhor nos alerta de que a soberba é um mal terrível na vida de uma pessoa. Não esqueçamos de que foi pela soberba que o diabo foi condenado: “[...] para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.” (1 Tm 3.6B), estas palavras do Apóstolo Paulo encontram referência em Isaías 14.12, que diz: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações.” Tenhamos cuidado, pois é muito fácil cair nesta armadilha, e quando caímos, adoecemos por dentro e por fora. Estamos falando aqui da saúde do nosso corpo mortal; mas a coisa fica ainda mais séria quando começamos a pensar em tudo isso no âmbito eterno, pois a alma que o Senhor nos dá, esta é eterna, quer queiramos ou não, estaremos diante dele no dia final; e quer aceitemos crer ou não, a partir deste encontro, estaremos com Ele ou sem Ele para sempre. Isto é um fato urgente a se pensar.

“As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos.” (Provérbios 16.24). “Há alguns que falam como que espada penetrante, mas a língua dos sábios é saúde.” (Provérbios 12.18). Há palavras suaves e palavras suaves. Há a palavra suave, mas cheia de falsidade; no entanto, a Bíblia se refere neste versículo às palavras cheias de sabedoria e prudência. A Palavra de Deus nos alerta de que não saia da nossa boca palavras torpes, mas, antes, palavras que venham a edificar aqueles que as ouvem (Efésios 4.29). Toda a palavra que dizemos que usa de má fé para com quem as ouve, com certeza, de alguma forma nos trará mal, pois temos algo que Deus nos concedeu chamado “consciência”, e, além disso, não estaremos acrescentando nada de positivo às outras pessoas, antes, estaremos enganando deliberadamente. O olho de Deus tudo vê, não podemos fugir da presença dele em momento algum (Salmo 139).
“O que prega a maldade cai no mal, mas o embaixador fiel é saúde.” (Provérbios 13.17). Quanto a este versículo podemos ficar bem atentos a pessoas que tem pregado um Evangelho diferente do Evangelho de Cristo; Evangelho este que tem levado multidões ao erro, e muitas vezes até ao pecado da idolatria a homens, ao dinheiro, a si mesmos, etc. A verdadeira saúde espiritual é ler a Bíblia e praticá-la, não apenas ouvir interpretações distorcidas e balançar a cabeça confirmando aquilo sem conferir na Palavra. Precisamos ser como aqueles cristãos de Beréia, que faziam isso até mesmo ao ouvir o Apóstolo Paulo (Atos 17.11).
Concluindo, podemos afirmar que todo tipo de pecado, ou seja, tudo aquilo que fere o Código da Santidade Deus, inevitavelmente trará prejuízos a quem comete e a quem é afligido pela mentira, pela falsidade, pela calúnia, pela trapaça, pela extorsão, pela exploração seja em que área esta possa ocorrer. E não apenas os pecados cometidos contra o nosso próximo nos adoecem física e mentalmente, mas também aqueles cometidos no nosso próprio corpo, como a prostituição, a fornicação, o adultério, que tanto é no corpo como contra o cônjuge, estes trazem consequências terríveis, difíceis de ser tratadas, pois acaba afetando muitos que estão diretamente ligados ao casal, como filhos e demais familiares. A Bíblia nos diz que o pecado cometido no corpo é uma afronta ao Espírito Santo, pois os que são regenerados passam a ser sua habitação, seu templo (1 Co 6.15-20; Rm 6; 2 Co 5.10).
Temos uma má notícia: O pecado já condenou o homem ao inferno, não há saída para o homem (Rm 3.23).
Temos uma boa notícia: Jesus morreu para que nEle pudéssemos ser reconciliados com o Pai e assim, podermos ser livres do poder do pecado aqui, e por fim, na eternidade, livres também da presença do pecado para sempre!
Leia com atenção este trecho das Escrituras Sagradas:
 
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." (2 Coríntios 5:17-21).

Contudo, não quero aqui apregoar que crente não adoece, ou ainda, que crente não pode ter depressão, etc., como alguns fazem por aí. Não podemos nos esquecer de que há situações específicas em que o nosso Deus permite, em sua Soberania, que passemos por dores e tribulações, mesmo que não estejamos numa situação de pecado deliberados na ´presença dele; são situações que passamos e que não conseguimos compreender o "para quê", porém, mais tarde percebemos que foi para o nosso bem, para o nosso crescimento espiritual, como o exemplo de Jó e do Salmista (Jó 2. 7-8; 42.1-5; Sl 119.71). E, ao contrário do que muitos afirmam, um crente fiel pode adoecer, pode até mesmo morrer com graves enfermidades, se assim o Senhor permitiu, como por exemplo o caso do Profeta Eliseu (2 Rs 13.14), Timóteo (I Tm 5.23), Paulo também passou por dores que não sabemos definir o tipo e a intensidade, porém, presumimos que era terrível a sua situação, e por permissão divina (2 Co 12.7-9), não cabe a nós questionarmos ao Senhor quanto a estas questões, pois, na verdade, todos estamos sujeitos a adoecer, pois ainda estamos nesta carne, mas há casos em que o Senhor nos livra, nos cura, e até nos ressuscita, basta estar em sua Vontade fazê-lo; Ele se revela também como o Deus que faz a ferida e o mesmo que a faz sarar. A questão aqui é o fato de estas situações se agravarem em nós quando permanecemos em pecado deliberado contra Deus, sem arrependimento, sem confissão, sem fé, sem deixar e mudar de atitude; isso pode levar-nos a um estado terrível de enfermidade física, e já demonstra o estado lastimável em que estamos espiritualmente.

Deixemos, pois, a prática deliberada do pecado! Busquemos servir fielmente ao Senhor! Clamemos a Deus neste momento como clamou o rei Ezequias, que clamou por cura física, mas clamemos por cura física, mental e espiritual:

“Senhor, por estas coisas se vive, e em todas elas está a vida do meu espírito, portanto cura-me e faze-me viver. [...] Eis que foi para a minha paz que tive grande amargura, mas a ti agradou livrar a minha alma da cova da corrupção; porque lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados."(Isaías 38:16-17).

Queremos viver tendo menos dores, menos enfermidades? Rejeitemos, pois, tudo aquilo que trará mal a nós e ao nosso próximo, e abracemos tudo quanto agrada a Deus.

Deus nos abençoe!

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