segunda-feira, 30 de abril de 2012

Deus e o homem- Quem foi feito para quem afinal de contas?


“As igrejas dos nossos dias parecem crer que Deus existe para salvar o homem e mantê-lo feliz.” (R. J. Rushdoony)

 
Ao refletirmos sobre esta frase de R. J. Rushdoony dentro do contexto atual da nossa sociedade e de muitas igrejas que têm se destacado por meio da mídia televisiva, precisamos antes de tudo, saber qual a verdadeira finalidade da criação do homem pelas mãos de Deus; e a resposta é: Deus nos criou para glorificá-LO e gozá-lO para sempre; ou seja, não há razão de viver para o homem quando este não está vivendo para a glória de Deus. E o que é viver para a glória de Deus? Viver para a glória de Deus é ter tido um encontro com Deus e a partir deste evento voltar toda a sua vida e propósitos para o alvo certo: para a glória de Deus. Como? Sendo servo e evidenciando que a imagem de Deus foi restituída em sua vida, deixando as obras mortas da carne contaminada pelo pecado, nas quais andava e por isso o faziam inimigos dele e vivendo em obediência à sua Palavra.

O problema em nossos dias, é que o homem desta era, envolvido neste sistema busca desenfreadamente o seu bel-prazer, sua própria satisfação, não importando mais nada, nem mesmo os valores, pelos quais antes tínhamos tanto zelo em preservar enquanto sociedade; hoje estes valores: Deus, Bíblia, Família, Respeito, Honestidade, Justiça, etc. estão sendo desprezados e tidos como nada; e isso tem sido muito apoiado pela mídia em geral, principalmente a TV e a Internet, e esta influência negativa se expande com uma rapidez incrível transformando negativamente a mente dos nossos jovens e de nossas crianças, os quais começam formar a nova geração de pessoas cada vez mais rebeldes a Deus, à Bíblia e a tudo quanto está relacionado a Ele. 

Vivemos dias em que, mais do que nas épocas que nos antecederam, os homens só pensam em si mesmos, o outro não importa mais, Deus não importa mais, o que Deus pensa da forma como eles têm andado não importa mais, e ai daqueles que se opõem biblicamente às suas práticas; se pudessem já teriam extinguido a Bíblia e os verdadeiros cristãos; até ocorre a manipulação da opinião pública em favor de certas práticas por meio de Projeto de Lei (ex.: PL 122/2006), onde Deus é tido como um nada; onde os símbolos religiosos são ridicularizados em Parada Gay e mediante Leis, sutilmente expulsos do País que se autodenomina Laico, e por aí vai. E esta mentalidade não fica apenas lá, fora das igrejas, infelizmente temos visto multidões abarrotando templos em busca de seu bem-estar financeiro, de luxo, de sucesso; em cujos púlpitos, para agradar o gosto do freguês, o que se prega é que quem não é próspero é porque não é fiel, levando muitas pessoas a até tirarem tudo o que têm das contas bancárias e doarem para eles, porque entendem que isto é que é ser fiel, mas é um investimento, o retorno vem em forma de sucesso, vitória financeira, familiares convertidos (como se esta obra de converter fosse negociada pelo próprio homem à base de dinheiro) etc. Púlpitos estes, onde ouvimos pregações do tipo: "Se Deus não fizer, eu rasgo a minha Bíblia", ou, "Deus, eu exijo isso, eu determino aquilo", ou seja, o homem quer ser o centro de tudo, essa é a nossa realidade atual. E aí perguntamos: Foi o homem criado para Deus, ou Deus para o homem? Deus é por acaso servo do homem? É Deus que tem a obrigação de "fazer o homem feliz"? A Bíblia nos diz: "Buscai em primeiro lugar o reino dos céus e as demais coisas vos serão acrescentadas." (Mt 6.33) Mas as pessoas estão confundindo estas palavras de Jesus. Ele não disse: "Venha para a igreja, frequente os cultos, e eu faço você feliz." Ele não disse: "Buscai-me só de fachada com intenção de retorno financeiro e eu garanto te dar sucesso." Não. Muito pelo contrário, Cristo disse em outra passagem que “se alguém quiser ser o maior, seja este o que sirva aos outros." (Mc 10.42-44). 

Hoje as pessoas querem que aquele que o viu chorar seja este que chore, seja este humilhado; não se conformam apenas com o seu próprio bem, mas querem ter a satisfação de saber que o outro está mal em vir a sua vitória, a maioria dos hinos hoje têm, infelizmente esta ênfase, por ex: "Sabor de mel" e muitas outras; isto reflete o desejo insano do homem em sempre estar por cima dos outros, em ser aplaudido, em ter destaque diante dos outros que o cercam, em "estar bem na fita", como popularmente dizem por aí; e Deus é quem tem que servi-lo para atingir o seu propósito e caprichos provindos de sua natureza caída que clama por conforto, e que vêm à tona quando as pessoas não buscam a Deus verdadeiramente de coração, não importando se ele vai dar-lhes ou não alguma bênção. 

Termino deixando a paráfrase de um exemplo lindo de fidelidade e desprendimento (Daniel 3): Os três jovens ameaçados pelo rei Nabucodonosor deserem lançados na fornalha de fogo responderam ao serem perguntados por ele: Quem é o Deus que vos livrará de minhas mãos? Eles disseram: O Deus a quem servimos pode nos livrar, mas se ele não quiser nos livrar, saibas, oh, rei, que mesmo assim não nos prostraremos diante da tua estátua. Isso é servir a Deus em troca de nada. Ser fiel porque sabe que deve ser fiel. 

Deus verdadeiramente quer salvar o homem. E estes aos quais Ele chamar serão felizes eternamente com ele; porém, precisamos ter em mente o que Jesus disse "no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." Aqui é lugar de aflição. Teremos momentos bons, mas também os ruins, de angústia, de falta de dinheiro, de enfermidades, enfim. Lembrando ainda que boa parte dos momentos ruins que vivemos é provocada pelos nossos próprios erros; mas Deus é misericordioso para com aqueles que o buscam com o coração quebrantado e contrito, nos restaura e faz como quer na nossa vida,para a glória do Seu Nome.
Grandes homens na Bíblia e no decorrer da história que serviram fielmente a Deus foram pobres, ou até mesmo morreram de doenças graves e nem por isso deixaram de ser homens e mulheres abençoados e usados por Deus. Pensemos nisso.

sábado, 7 de abril de 2012

As armadilhas em que podemos cair por não conhecermos a Deus


“Porque meu povo se perde por falta de conhecimento.” (Oséias 4:6)

Por meio do Profeta Oséias, o Senhor repreende a casa de Israel pela sua infidelidade; por ter dado ouvidos a ídolos e por se comportar diante de Deus como uma noiva que trai o seu esposo. (leia todo o Livro de Oséias e entenderá melhor o contexto). O Senhor repreende o seu povo por ter abandonado a busca pelo conhecimento de Deus e a obediência a Ele.
No cap. 8.14 de Oséias, o Senhor mostra que os palácios, as ostentações e as riquezas são nada: “Israel esqueceu-se de seu criador, e construiu palácios para si. Judá multiplicou suas praças fortes. [...]”
No cap. 13.6 o Senhor diz: “Quando tiveram a sua pastagem, ficaram fartos. Uma vez fartos, ensoberbeceram-se e se esqueceram de mim.” Esta passagem nos mostra que o Senhor sabe da nossa tendência; que quando temos tudo geralmente ficamos soberbos e nos esquecemos do Senhor. 
Deus nos ensina todo o tempo que riquezas não é a ênfase para a nossa felicidade, e sim, o conhecimento e obediência a Ele!
No capítulo 6.3, o Profeta conclama ao povo a que se volte ao conhecimento de Deus: “Apliquemo-nos a conhecer o Senhor; sua vinda é certa como a da aurora; ele virá a nós como a chuva, como a chuva da primavera que irriga a terra.”
Partimos, portanto, do pressuposto de que Deus quer que priorizemos em nossa vida um profundo conhecimento dEle; e não apenas um conhecimento acadêmico que, dependendo de nossa motivação, poderá nos transformar em meros debatedores acerca de doutrinas que não influenciam em nada na nossa salvação; muito menos um conhecimento que se busca justamente para rebater as verdades bíblicas tentando anular a sua inerrância e inspiração. Mas o Senhor exige do seu povo, do seu Israel-A Igreja, um conhecimento que nos tornará pregadores fiéis, e verdadeiros adoradores, nos tornará pessoas firmes, alicerçadas de tal forma na Verdade, que nada e nem ninguém, mesmo que este alguém “faça chover fogo do céu todos os dias” como disse Lutero, venha a desviar-nos do Caminho.
 Aqueles que conhecem a Deus e a sua Palavra, não caem nas armadilhas que estão em evidência no mundo atual; não são levados de um lado para o outro pelos ventos de doutrina de prosperidade e de cura e/ou de seitas. Olhemos para o Senhor! Ele nos diz em sua Palavra: "Onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração." (Mateus 6.21). Onde está o meu e o teu tesouro? Está num carro que possuímos? Está em uma pessoa que opera até sinais e prodígios?  (Jesus pode curar ainda hoje? Pode sim. Porém, como veremos a seguir, o propósito do operar do nosso Senhor é bem diferente do de muitos por aí afora. Jesus vê a sinceridade de algumas pessoas que realmente estão em busca DELE, e não de homens. Mas há sinais que não são mesmo de Deus. Precisamos discernir pelo todo da vida destas pessoas e pelo teor de sua mensagem, se pregam ou não o Evangelho-Cristo, ou se o nome de Deus aparece apenas para compor todo o engano). Nem todos os que usam o nome de Deus servem a Deus verdadeiramente. Há falsos mestres camuflados usando o nome de Deus em vão, e disso prestarão contas no dia do Juízo, disso podemos ter plena certeza.
Leiamos o que a Bíblia nos diz acerca de meros sinais e prodígios:

“E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mateus 24.11)
“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” (Mateus 24:24)

O que a Bíblia nos diz sobre os sinais operados por Deus: 

“O que enviou sinais e prodígios no meio de ti, ó Egito, contra Faraó e contra os seus servos” (Salmos 135:9)- Finalidade daqueles sinais: Mostrar a todas as Nações que o Deus Vivo é o Único Deus que devia ser adorado e servido; e mostrar ao próprio povo de Israel que Deus é Deus e que devem servi-lo com fidelidade, acima de todas as coisas (como diz nos Mandamentos entregues ao seu povo, em Êxodo 20). 
No Novo Testamento o Senhor Jesus afirma: “Ninguém pode servir a dois senhores; ou amará e se devotará a um ou ao outro; ninguém pode servir a Deus e às riquezas” (Mateus 6.24). E ainda: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33). Estas palavras de Jesus não significam que indo a uma igreja atrás de milagres e de sucesso financeiro você está buscando em primeiro lugar o reino de Deus. Buscamos em primeiro lugar o reino de Deus quando o buscamos e o adoramos em espírito e em verdade; quando queremos o Deus da bênção e não, a bênção dele, e somente e exclusivamente ela, a qual nos fará ficar em uma situação confortável.
 A verdadeira razão de o Senhor Jesus realizar milagres, não era para atrair a visão dos homens para si mesmo como homem; mas, para mostrar-lhes que o reino de Deus era chegado aos homens; que Ele era, é, e sempre será, acima de todo principado e potestade. Ele não operava sinais para que as pessoas ficassem presas aos sinais simplesmente, mas para que elas se voltassem para Deus, que se arrependessem e se convertessem dos seus maus caminhos. Muitos hoje em dia estão presos aos sinais, correm "léguas" atrás de homens que prendem a atenção do povo apenas neles, os superstars do momento, que arrebanham multidões atrás de sucesso e prosperidade.
Pensemos sobre estas questões: O Evangelho (JESUS) veio ao mundo para converter o homem miserável a Deus ou para simplesmente satisfazer os desejos deste homem miserável meramente por satisfazer?
O próprio Jesus repreendeu a multidão que vinha até ele pelo pão que multiplicava e não pela Palavra de arrependimento e novo nascimento que pregava e vivia. Diante desta verdade, o que podemos afirmar? E então?  
Conhecemos verdadeiramente ao Senhor e à Sua Palavra?
Se não conhecemos, então seremos presas fáceis para lobos em meio às ovelhas.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Por que as pessoas sofrem?- Indagações humanas

Alguém indagou:
"Por que Deus deixa as crianças da África comerem barro para sobreviver?"

Muitos levantam questionamentos acerca de Deus e sua existência, principalmente quando se trata do sofrimento humano, seja em qual for a área. 
Podemos afirmar a verdade de que Deus não tem prazer no sofrimento de ninguém, porém, Ele permite, por causa de sua Justiça, que o homem arque com a consequência do pecado desde Adão, o qual representava ali no Éden toda a humanidade que ainda havia de existir dali em diante. 

Deus é Santo, e não compactua com o pecado de ninguém, Ele é amor, pois providenciou a remissão dos pecados para aqueles que crerão nele. Ele é também justiça, por isso, o salário do pecado é a morte (Rm 6.23), mas também é misericordioso "Mas o dom gratuito (ou seja, de graça, imerecido) de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus! (Rm 6.23). 
As pessoas que sofrem, não apenas na África, mas também no Brasil, nas favelas ou em diversos lugares de que não temos conhecimento, sofrem dentro de um ciclo de resultados terríveis advindos do pecado existente no coração dos homens. Reina neles a injustiça, o que lhes leva a serem avarentos, ambiciosos, injustos, egoístas, e assim, enchem seus bolsos, adorando a Mamom (dinheiro/riquezas) enquanto a maioria sofre na miséria e na marginalidade.
Os que estão na miséria e na marginalidade são, ao mesmo tempo, culpados e vítimas; primeiro são culpados como todos os outros homens sobre a face da terra, pois cometeram pecado em Adão (Cabeça Federal de toda a humanidade) e ainda cometem uma sequência de pecados no decorrer de suas próprias vidas: "Porque todos pecaram e necessitam da glória de Deus" (Rm 3.23), e ainda, são vítimas dos pecados cometidos por aqueles que estão tratando-os com injustiça, deixando-os à mercê de sua própria sorte. Estes que são vítimas dessa injustiça social são contemplados pelos olhos de Deus, sim; Deus não está alheio ao sofrimento humano, e muito menos tem prazer nele. Jesus disse em sua Pregação que "dificilmente um rico entrará no reino do céu" (Mt 19.23). Mas, por quê ele disse isso? Justamente pelo fato de, em sua maioria, os ricos colocarem o seu dinheiro como seu TUDO, desprezando a Deus, à sua Palavra e à prática do amor ao Próximo. E diz ainda que aqueles que,dentre outros pecados, negaram o fazer o bem ao seu próximo serão julgados culpados no Grande Dia da Vinda dele sobre as nuvens. Leiamos o que está escrito em Mateus 25:41-46
"Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna."

Mas, temos enfim, uma boa notícia:
Toda a injustiça numa vida e/ou numa sociedade pode ser freada se houver uma rendição deste homem e desta sociedade à Soberania de Deus, ao Amor e misericórdia de Deus; arrependendo-se, crendo e modificando sua atitude para com Deus e para com o seu semelhante. Deus não é o culpado, e sim, o homem incrédulo que insiste em permanecer numa atitude de rebeldia, o que o faz estar distante de Deus e não se preocupar com o seu próximo.
Quando uma pessoa reconhece o senhorio de Jesus Cristo sobre a sua vida, consequentemente haverá transformação, mudança de atitude diante de Deus e para com os seus semelhantes. Podemos observar uma situação em que isto acontece claramente, quando o Senhor Jesus alcança a vida de Zaqueu. O mesmo era um cobrador de impostos corrupto, mas quando a salvação chegou ao seu coração, ela afetou positivamente todos os âmbitos de sua vida, a tal ponto,que o fez mudar de atitude, não apenas de pensamento, mas principalmente de atitude. Ele desejou corrigir seus erros e quis empenhar-se nesta tarefa a partir daquele dia. (Lucas 19.1-10). Da mesma maneira, quando a Palavra de Deus verdadeiramente é implantada como regra de fé é prática na vida de uma sociedade, haverá mudança, restauração da dignidade, resgate de valores perdidos, prática da justiça, aniquilação do egoísmo, e cultivo do altruísmo.
Só há um meio de sermos pessoas melhores e uma sociedade melhor, é sermos verdadeiramente de Deus; não apenas de lábios, mas de fato e de verdade.

Deus cuide de cada um de nós e nos transforme à sua imagem um dia ofuscada pelo pecado!