domingo, 30 de janeiro de 2011

Boas obras: Quando elas não evidenciam uma fé salvífica.

"Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho as obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as minhas obras te mostrarei a minha fé." Tiago 2.14-18
Acompanhamos recentemente as catástrofes no Rio de Janeiro e também, embora em menor escala, em São Paulo, Minas, Bahia, Sta Catarina e João Pessoa, o que desencadeou uma comoção geral em favor das famílias enlutadas e daquelas que, embora tendo sobrevivido pela graça de Deus, ficaram e ainda estão sem um norte, sem chão, enfim, sem alento. Graças a Deus por cada pessoa que ajudou, independente de qual foi a motivação, pois pessoas foram socorridas... Mas agora é importante que reflitamos sobre esta questão das boas obras. O que realmente me leva a querer fazer o bem ao meu próximo? Qual é o sentimento motivador?
É interesante percebermos que alguns se mobilizam em favor destas pessoas movidos por um sentimento de compaixão e cumprimento de um dever; dever este que é inerente a todo cristão genuinamente salvo. Outros fazem o bem e socorrem o aflito por puro desencargo de consciência, e ainda há outros, por sua vez, correm a fazer o bem porque pensam que fazendo assim
"acrescentarão mais um tijolinho na sua casa no céu." Falando assim até parece engraçado, mas é muito sério o fato de que tantos ainda se encontram no engano acerca da fé e das obras para com o próximo diante de Deus.
Sabemos muito bem que no reino de Deus não é assim que as coisas funcionam. A fé sem obras revela alguém que ainda precisa rever a fé que professa. Pois, a Bíblia afirma que a verdadeira fé é salvífica e gera obras, gera frutos dignos de arrependimento. É impossível que o salvo permaneça no comodismo enquanto outros perecem; não porque ele precise fazer o bem para que Deus lhe conceda o entrar no céu, mas porque sabe que é seu dever e que, fazer o bem está no seu novo ser, nascido em Cristo. E se isto não acontece, este "cristão" deve rever o seu cristianismo. E sem a Fé genuína, diz o Senhor em sua Palavra que as nossas obras de justiça "não passam de trapos de imundícia diante dos seus olhos". Imagine como incomodamos a Deus e o quanto o afrontamos quando queremos, ou tentamos apresentar diante Dele seja qual for o ato de justiça e de bondade que tenhamos feito a um necessitado, como se disséssemos: "Olha, Deus, eu fiz isso para aquela pessoa, agora é a sua vez: Me abençoe e me salve!"
Aquele que não é salvo, permanece na ilusão, no engano que foi e ainda é pregado por aí, o qual afirma que se você quer ser aceito por Deus tem que fazer boas obras. Mas sabemos que o caminho para sermos aceitos por Deus não é trilhado daqui de onde estamos até Ele, mas é Ele que vem até nós; e isto não ocorre porque eu ou você sejamos mais bonitinhos ou bonzinhos, ou porque tenhamos entrado para o Guiness Book em matéria de dar esmolas e fazer o bem, mas o Senhor Deus vem até nós, porque nós, humanos, estamos mortos em nossos delitos e pecados, e, portanto, totalmente incapazes de, por nossos próprios méritos sermos reconciliados com Ele.

Somente a verdadeira fé gera as obras agradáveis a Deus; agradáveis por configurarem frutos de algo espetacular, miraculoso e sobrenatural que houve em nós: O novo nascimento, o qual somente o Senhor poderia ter feito em nós, nos tirando das trevas para a sua maravilhosa luz.

Nenhum comentário: