domingo, 25 de dezembro de 2011

O Natal sem alegorias- A Bíblia pela Bíblia

"Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.

Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.

E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;

E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz;

Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco.

E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher;

E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus." (Mateus 1.18-25)


"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus.

Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.

Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.

Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.

Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.

Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.

Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;

Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.

E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça.

Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou." (João 1.1-18)


Mais algumas verdades:

"Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,

Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),

E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;

Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

Não vem das obras, para que ninguém se glorie;

Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (Efésios 2. 4-10)

Em suma:

Jesus é o Natal!
Não o é Santa Claus /Papai Noel nem São Nicolau; mas somente Jesus!

O Diabo inspira pessoas para espalharem cada vez mais essa estória de Santa Claus, por meio da qual, tenta de toda a forma usurpar a glória de Deus e roubar a verdade dos seus ouvidos! E é também por meio dessa mesma estória que a visão de muitos está desviada meramente ao consumismo compulsivo dessa época, até mesmo a visão de muitos cristãos.

A glória e a beleza do Natal é esta: Que Deus decidiu revelar-se ao homem pecador, quando o Seu próprio Filho deixou a sua glória, humilhando-se à forma humana, uma forma caída, corrompida, mas, por tanto nos amar, Ele se esvaziou e foi obediente até a morte de cruz em lugar dos que creriam nEle. Que Jesus seja, portanto, conclamado, adorado, obedecido, buscado, pregado, amado, reverenciado, enfim; que receba toda a glória devida ao Seu Nome. E que o Seu Nome seja conhecido onde ainda não existe Natal, o Verdadeiro Natal!


sábado, 24 de dezembro de 2011

Jesus- para muitos apenas o "Pobrezinho que nasceu em Belém"...



Em primeiro lugar, gostaria que você lesse o que diz o Augustus Nicodemos em seu Blog:







Saiu uma pesquisa no site da revista Forbes
que mostra que Jesus Cristo está em quinto lugar no ranking dos nomes
mais admirados pelos brasileiros. Na frente de Jesus estão Angelina
Jolie, Lula, Silvio Santos e Bill Gates.

Acho que a pesquisa simplesmente revela o que já sabíamos. Ela mostra
que apesar da grande maioria dos brasileiros declararem que acreditam
em Deus, poucos realmente têm a fé correta. Mais de 90% dos brasileiros
têm fé, mas em que e em quem? Somente a fé em Jesus Cristo como Senhor e
Salvador único pode realmente salvar. A pesquisa mostra um quadro mais
realista da situação religiosa brasileira do que as pesquisas que
indicam um grande número de pessoas que acreditam em Deus.

Acho também que a pesquisa
mostra que grande parte dos que se declaram católicos ou evangélicos não
freqüentam as igrejas ou não praticam sua religião. É preciso apenas
esclarecer que a proporção de desigrejados e não praticantes é
provavelmente muito maior entre os católicos do que entre os
evangélicos. Apesar de menor do que se pensa, todavia há crescimento
sensível no Brasil dos que professam fé verdadeira na pessoa de Jesus
Cristo, conforme o encontramos nas Escrituras.


Outro dado interessante da pesquisa é que a maioria das pessoas
entrevistadas dizem não acreditar que alguém precisa ser rico para ser
feliz. Todavia, as pessoas que elas mais admiram, de acordo com a lista,
são pessoas ricas ou milionárias, além de bem sucedidas.

Augustus Nicodemus em seu Blog 

O que tenho a acrescentar sobre o assunto com respeito ao fato de as pessoas pensarem em JESUS em quinto lugar, segundo essa pesquisa:

Muitos, nesta época de final de ano, estão tão ocupados com seus perus, com seus banquetes, em renovar a mobília da casa para o "Natal", que mal têm tempo para pensar no próximo verdadeiramente, o que deveria ser feito todos os dias, assim como o pensar em Jesus. João, o Apóstolo do Amor, como é chamado, diz: "Se você não ama o seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus , a quem não vê?" (I Jo 4.20) Pensar ou lembrar de Jesus, então, para muitos, é algo muito vago, que ocorre apenas em datas marcadas, como as demais Datas Comemorativas adotadas pelo País. Elas não têm tempo para pensar em Jesus, para lembrar dEle; pois, afinal de contas, ele não está no Rol dos famosos mais ricos e destacados nos diversos âmbitos desta sociedade materialista e ambiciosa. 

Lembrar de Jesus é algo que deveria estar enraizado, pelo menos no coração daqueles que se denominam "cristãos"sempre, e de forma genuína. Mas, infelizmente, até muitos dos que se autodenominam cristãos têm vivido de forma como se Ele não existisse em primeiro plano em suas vidas. 
As datas comemorativas no secularismo vão e vêm, e para alguns esta é a data de "lembrar-se de Jesus, o pobrezinho que nasceu em Belém...", e nada mais. Porém, O verdadeiro Cristo está bem longe de muitos corações, embora próximo em seus lábios. O meu Senhor Jesus Cristo não é meramente um menininho pobrezinho que nasceu em Belém, mas é O Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, a quem O Pai deu Um Nome que está acima de todo Nome, para que ao Nome de JESUS se cobre todo o joelho, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai! 

As pessoas ainda não perceberam o X da questão; Jesus nasceu pobrezinho em Belém, justamente para confundir aqueles que se acham alguma coisa neste mundo, ou que pensam que para ser  importante de verdade tem que ter dinheiro, poder, influência, "Q.I. - que indica", etc., implantar um reino não humano, cheio de pompas, destaque, ovações, mas para implantar o Seu Reino no coração do homem, um reino eterno, acima de todos os reinos, principados e potestades deste mundo passageiro.
Aquele menino pobrezinho que nasceu em Belém, não pede que venhamos nos compadecer dEle, mas nós, sim, devemos clamar para que Ele tenha misericórdia de nós e venha morar em nossos corações para sempre.

Como alguém já disse, se visitarmos o túmulo de cada homem que se destacou neste mundo por ser um bom político, por ter fama, poder e riquezas, leremos em sua lápide: "Aqui jazem os restos mortais de ".........." (Ex.: Maomé, Tancredo Neves, Fred Mercury, Elvis Presley, etc.) porém, quando visitamos o local onde Jesus foi sepultado, veremos que ali está escrito: "Ele não está mais aqui, pois ressuscitou." Aleluia! Aleluia! O meu Jesus ressuscitou! E por isso pode hoje ouvir o nosso clamor por misericórdia! E por isso aguardamos ansiosamente a sua Volta! Ele mesmo falou a Tomé: "Tomé, porque me viste creste. Bem-aventurados são aqueles que não viram e creram." (Jo 20.29). 
O imporatante na verdade é que, independente de crermos ou não, de lembrar-nos dEle ou não, o fato é que Ele vive e reina eternamente, Ele não precisa do reconhecimento humano para existir ou para ter valor, Ele É suficiente em Si mesmo. Ele se revelou ao homem caído por pura Graça e misericórdia, Ele quis manifestar a sua glória. Nós é que precisamos dEle! Pensemos nesta verdade!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Coletânea de Ditados Populares- um presente do Conectado na Bíblia para você

Faça agora o Download gratuito desta Coletânea que preparei especialmente como o presente de Natal do Conectado na Bíblia para você.

Se você é professor em escola secular ou mesmo na EBD da sua igreja, ou realiza estudos bíblicos, prega a Palavra de Deus, prepara jogos e atividades para trabalhar em sala de aula; então esta Coletânea com 740 Ditados e Provérbios populares é exatamete o que você está precisando; ela poderá ser muito útil para o desenvolvimento do seu trabalho.
Este material com certeza irá enriquecer as suas aulas e/ou discursos ou sermões e ilustrará e corroborará para que as suas afirmativas sejam bem compreendidas pelos seus ouvintes.


Basta seguir os dois passos abaixo e pode utilizar aqueles Ditados que mais lhe chamarem a atenção:

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2- Faça o Download gratuito do seu presente clicando AQUI.

sábado, 26 de novembro de 2011

O pensamento relativista e a desordem no mundo


Estava usando um site e me deparei com uma imagem que trazia este pensamento acima. Não resisti. Decidi compartilhar e comentar com todos vocês. Criei também uma nova imagem em protesto.

Afinal, quem é que dita o que é certo ou errado pra você? 

Talvez você me responda: “Não existe o correto, o absoluto, tudo é relativo.” Muito simples, mas pouco convincente esta resposta.
Outra pergunta para refletirmos: 

Onde fica Deus em meio a esta ditadura do “Tudo pode”, “Tudo é normal”, “Temos que experimentar de tudo para, então, decidirmos o que queremos ser- se queremos ser homem, ou se queremos ser mulher, se queremos usar isso, ou aquilo”? “Vamos ensinar e despertar as crianças desde o ensino fundamental a decidirem o que é melhor para elas sexualmente”, "Eu escolho que ser igual ao chefe do tráfico quando crescer é o correto, é o que me fará feliz, não importa o que os outros dizem, etc. 
Deus não terá ninguém por inocente diante dele. De tudo aquilo que fizermos aqui, quer seja bom ou ruim, prestaremos conta diante do Grande Juíz no Dia Final (Eclesiastes 12.14; Hebreus 4.13; II aos Coríntios 5.10; Mateus 25.31-34, 41; Jo 3.18-19).

Este pensamento em questão é muito relativista, próprio da pós-modernidade e dos que vêm sendo influenciados por ela. Devemos ter cuidado ao achar que quem diz o que é certo ou errado somos nós mesmos, pois, dessa forma, corremos o risco de estarmos ferindo aquilo que Deus quer de nós e o que Ele planejou para o homem ao criá-lo.
Muitos têm feito isso e, em consequência, estamos vendo um mundo onde tudo está de pernas para o ar, onde as pessoas estão totalmente desorientadas, sendo senhoras de si mesmas, porém, sem perceber para onde irão por causa das suas decisões e de suas atitudes baseadas no pensamento relativista, salvo, se derem meia volta e seguirem Àquele que é O Absoluto, O Caminho, A Verdade e A Vida- Jesus Cristo- a única forma de chegarmos até Deus.

Jesus afirma: "Eu sou O Caminho, A Verdade e A Vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (Jo 14.6). Existe O Absoluto, e é Deus e a Sua Palavra!

Certamente, a maioria das pessoas, se pudesse, baniria do mundo e das mentes o Nome “Deus”, o Livro “Bíblia”, e tudo aquilo que está relacionado a Eles. Por quê? Simplesmente porque ainda é Deus (representado aqui pela sua Igreja), e ainda e a Bíblia (pregada aqui pela sua Igreja) que mostra a esta humanidade a podridão em que a mesma afunda cada dia mais, por insistir em caminhar para cada vez mais longe de Deus. É por isso que Jesus disse: “Vós sois a luz do mundo e o sal da terra [...] brilhem de tal maneira que todos possam ver as vossas obras e glorifiquem ao vosso Pai que está no Céu.” (Mateus 5.14-16) 
E é também por isso que a Igreja do Senhor não pode calar a boca em meio a este mundo tão necessitado do Salvador. Ele vive em uma situação deplorável, nos sentimos mal ao observarmos isso, porém, o que nós cristãos estamos fazendo para abrir-lhe os olhos?

Deus criou o homem para a sua glória, para que este homem, o conheça, o glorifique e o goze eternamente. Mas as pessoas estão desprezando a Deus e a tudo o que lhe diz respeito, infelizmente.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Comentário Bíblico- João 10. 1-18

Hermenêutica

Jo.10.1-18
Jesus, O bom Pastor

O Evangelho do qual falaremos foi escrito por João- “O Discípulo a quem Jesus amava”, a sua ênfase está em revelar a Jesus como o Messias esperado, por meio dos seus milagres, os quais Jesus realizava com a autoridade de Filho de Deus, o qual deixa claro que realiza as obras do Pai. Neste trecho do Evangelho, Jesus se utiliza de linguagem simples e lança mão de coisas do cotidiano do seu povo naquela época, onde havia muitos pastores e rebanhos, este era um dos ofícios mais comuns que havia ali. Naquela época já existiam aqueles que distorciam a Lei e Os Profetas para o seu próprio bel-prazer, de forma que colocavam um jugo sobre os ombros do povo eu nem mesmo eles podiam levar. O Mestre utiliza este paralelo entre o pastor e o ladrão, tanto para abrir os olhos dos que eram enganados, quanto para repreender aqueles falsos pastores/líderes que os subjugavam, tendo em vista que falava entre os judeus, inclusive entre os fariseus, os quais o estavam inquirindo acerca de si mesmos (cap. 9.40-41).
Ele diz que “aquele que não entra pela porta é ladrão e salteador”, ou seja, não é digno de confiança, é invasor (v.1). Isto significa que existe o pastor e o que se faz passar por pastor, e que devemos estar atentos a cada detalhe, buscando reconhecer quem é o Pastor genuíno. “O que entra pela porta é pastor das ovelhas”, ou seja, este sim é digno de confiança, pois “as ovelhas o reconhecem como tal” (v.2). Neste versículo podemos fazer uma correlação com a eleição, pois aqueles que são de Cristo, os que foram eleitos nele antes da fundação do mundo, ouvirão a pregação da Palavra e virão até Ele, pois são suas, estão unidas a Ele e o reconhecem, no tempo determinado por Deus na historia. “Para este o porteiro abre” (v.3), há livre acesso para ele ali, pois é esperado. “As ovelhas o reconhecem, e seguem após ele”. Ele guia aquelas ovelhas que são verdadeiramente suas, e é isto que demonstra a identificação das ovelhas com o pastor, até mesmo a sua voz é inconfundível para elas (Jo 5.25; Jo 6.37-40), não é fácil enganá-las. “Ele as leva para fora”, não para roubar-lhes dali, mas para levá-las a boas pastagens, cuidando para que não comam algo que não presta (o cuidado de Deus para com as suas ovelhas também é profetizado pelo Profeta Ezequiel em EZ 34). É interessante observarmos aqui o cuidado do nosso Pastor para conosco, quando, por meio da sua Palavra, nos instrui para que reconheçamos aquilo que podemos ou não “comer” dentre tantas coisas que ouvimos em nosso contexto atual, só não consegue distinguir entre o bom pasto e os abrolhos aquele que faz como os cristãos de Beréia, os quais ouviam a pregação e observavam as Escrituras comparando, provando o que ouviam. O nosso Pastor nos dá esta capacidade, entretanto devemos estar sempre bem alimentados dos seus “bons pastos” (v.3). Além de tirá-las para fora do aprisco, o verdadeiro pastor não as deixa à toa, mas “vai adiante delas”, guiando e cuidando, pois as mesmas reconhecem a sua voz e sabem que ele lhes fará somente o bem. Aqueles que seguem a Cristo jamais estarão sozinhos ou desamparados em meio a grandes perigos, pois o Pastor está com eles (v. 4). “As ovelhas deste pastor jamais seguirão o estranho; antes, fugirão dele” (v.5). Como já mencionamos as ovelhas que reconhecem o seu dono, jamais darão crédito a estranhos. Aqueles que verdadeiramente pertencem a Cristo automaticamente rejeitam o que não vem dele e fogem de tudo aquilo que, mesmo se chamando “evangelho” não passa de anátema (II Jo 7-11; Rm 16.17; I Co 1.6-9). Até este versículo do trecho, Jesus lhes fala por meio de uma ilustração, porém eles não compreendem (v.6). “Em verdade vos digo: Eu Sou a porta das ovelhas” (v.7)- Jesus afirma que É a porta das ovelhas. Provavelmente outros já haviam tentado se destacar como mestre, exemplo e guia para aquele povo, o qual, segundo o Profeta Isaías, andava em trevas e habitava na região da sombra da morte e tinha, portanto, necessidade de um pastor, de um guia, de um redentor (Is 9.2). Ele afirma que é o Pastor que havia sido prometido (Is 49.9-10). “Todos os que vieram antes de mim são ladrões e salteadores” (v.8). Jesus aqui reivindica para si a autoridade e credibilidade do próprio Messias diante dos falsos mestres existentes naquela época. “Aquele que entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem.” (v.9)- Jesus fala claramente que Ele É a única porta para a salvação (como o reafirma em Jo 14.6), provavelmente foi baseado nesta declaração do Senhor Jesus que Lucas escreve: “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” (At 4.12). “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (v.10)- Jesus declara que, enquanto “o ladrão” (que podemos interpretar aqui como o próprio Diabo) tem como objetivo roubar, matar e destruir não apenas na vida física, terrena, mas para sempre; assim, Ele, o Messias, tem como objetivo, salvar da condenação eterna e fazer com que as “suas ovelhas” (seus eleitos) tenham desde já uma vida em abundância, ou seja, uma vida com propósito, a qual já passa a ser experimentada aqui numa atitude de louvor e glorificação a Deus e se concretizará na sua plenitude quando estivermos com Ele, gozando-o para sempre. “Eu sou o bom pastor, o bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (v. 11)- Jesus se lembra da atitude do pastor de ovelhas, o qual está disposto a tudo para defender o rebanho, como vemos o exemplo de Davi, que enfrentou um leão e um urso (I Sm 17. 34-36 a), e em seguida Ele mesmo se coloca como este Bom Pastor, o qual entrega a sua vida pelas “suas” ovelhas. E aí mais uma vez percebemos que Jesus afirma ter as suas ovelhas no meio de toda a humanidade, pelas quais derramou a sua vida, tornando-se o nosso Redentor. “O mercenário que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e as dispersa. O mercenário foge porque é mercenário, e não tem cuidado com as ovelhas” (v. 12,13)- Jesus afirma que o falso pastor é descuidado, finge cuidar das ovelhas, no entanto, as abandona e as deixa perecer. Assim são os falsos mestres, que não cuidam, não oferecendo às ovelhas pastos saudáveis, as enreda no engano, e quando estas se encontram em perigo, ele as ignora. O próprio inimigo de nossas almas também age desta forma; engana, ilude e não se importa se vão perecer juntamente com ele, simplesmente que cumprir o seu intento: afastá-las da possibilidade de encontrar a Verdadeira Porta, o Verdadeiro Pastor. “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.” (v.14,15)- Percebemos claramente aqui que mais uma vez Jesus enfatiza que tem suas ovelhas (Jo 6.39) e Ele ainda irá reforçar esta verdade mais adiante (v.27-29; 17. 9-10). E, além disso, ainda reivindica para si a autoridade de Filho de Deus, o que revoltava os judeus ainda mais (v. 33). “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.” (v. 16)- Jesus agora fala de coisas que jamais os judeus imaginariam: As suas ovelhas não eram apenas dentre o povo judeu, mas também gentios, de toda tribo, língua, povo e nação (Rm 9.24-27; Gl 3.14; Ap 5.9). Se nos reportarmos a Isaías 40.11, vamos ver ali a promessa de que viria o Sumo Pastor, o qual arrebanharia o rebanho de Deus. Jesus, portanto, se declara sendo este Pastor. “Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida para reassumi-la. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para entregá-la e também para reavê-la. Este mandato recebi do meu Pai.” (v.17,18)- O Senhor Jesus fala sobre a sua morte e ressurreição e mais uma vez reivindica a sua autoridade de Filho e a sua autoridade sobre a própria morte, concedida por Deus, o qual segundo Ele era o seu Pai. Por isso os judeus se revoltaram e começaram a dizer que ele poderia estar endemoninhado ou que poderia estar louco, o que podemos verificar nos versículos seguintes. Jesus era o Filho de Deus e falava com autoridade como tal (Jo 1.4; 2.18-22; 11.25 a; 14.7-11; 17.18 a; Mt. 28.18 b; Mc 1.22) Ele tem a vida em si mesmo, a entregou voluntariamente, e a tomou de volta no ato da ressurreição (I Jo 3.16 a; Ef 2.1,5; Mc 14.22; Hb 9.14; 10.12; At 2.23-36) e é isso que Jesus afirma diante dos judeus, bem antes que viesse acontecer (Jo 20.1 a At 1.11).
Ana Chagas

sábado, 27 de agosto de 2011

Série Estudos Bíblicos III: "O meu cônjuge não me procura mais"

Já escrevi aqui outro Post sobre sexo no casamento Quando o Sexo é pecado e percebi que há uma grande necessidade de que se fale mais a respeito de sexo à luz da Bíblia.

Desta vez vamos abordar a questão da falta de sexo dentro do casamento (parte 1).

O apóstolo Paulo, escrevendo a sua primeira carta aos Coríntios, cap 7. 3, ensina: "O marido conceda à esposa o que lhe é devido. E também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido." Ler este versículo sem refletir, nos leva a pensar que somente o fato de não negar o sexo ao cônjuge já é suficiente para cumprí-lo, mas não é. A profundidade do versículo é, e ao cônjuge o que lhe é devido. E o que exatamente lhe é devido? Um sexo feito meramente por cumprir tabela? Para desencargo de consciência? Claro que não. Todo cônjuge deseja sentir que no sexo há amor, que o outro teve aquele cuidado de se preparar e de preparar também o quarto, a cama, de forma toda especial para viver intensamente aquele momento somente dos dois, e muitas vezes não é iso que ele recebe ou percebe.


Mas, afinal, o que impede um casal casado de desejar o sexo prazeroso na sua plenitude? Na verdade há alguns fatores que podem pesar muito sobre essa questão:

1- A falta de romantismo- às vezes o cônjuge passa o dia inteiro correndo para resolver tantas coisas, mas não pára para dar uma atenção especial ao seu esposo, ou à sua esposa. Falta aquele "cheiro no cangote" de supresa, aquela pergunta "Como está sendo o seu dia?" "Há algo em que eu possa te ajudar para você não ficar tão cansada?", falta aquela rosa roubada de um jardim ou mesmo comprada (não falo aqui de ramalhetes caros, embora se houver condições financeiras, por que não investir no seu casamento com eses "agrados"?), um chocolate, parar um pouquinho para "namorar no sofá, como quando namoravam, etc.

2- A falta de higiene pessoal- Há mulheres que se queixam de que seus maridos não querem sexo com elas, porém, não têm um asseio corporal adequado. O mesmo acontece com homens que se queixam , mas não cultivam o hábito de higiene que deveriam, principalmente na hora do coito. A falta de cuidados básicos,como banho, depilação, perfume, etc. influencia, sim,na vida sexual do casal.

3- A falta de diálogo- Para que a vida sexual do casal vá bem, todo o restante tem que estar bem. Não existe sexo separado do restante da vida de um casal. Durante o dia surgem problemas que devem ser compartilhados, ponderados, às vezes envolvendo os filhos, ou a vida profissional dos cônjuges, nada disso deve ser ignorado, mas é preciso entendermos que o emocional tem que estar bem para que o cérebro esteja totalmente propenso a se entregar aos estímulos sexuais, preliminares, etc. Não podemos é misturar as coisas na hora errada, como por exemplo, falar desses problemas justamente na hora do sexo, seja antes ou durante. Deve-se reservar um momento em outra hora do dia para tratar desses assuntos. Se não deu tempo, deixe para depois. Mas nunca na hora do sexo.

Se levarmos em consideração esses fatores, com certeza melhoraremos e muito o nosso relacionamento conjugal, principalmente na área sexual.


domingo, 3 de julho de 2011

Aviso Importante do Blog

Por motivo de doença, passarei algum tempo sem postar aqui no Conectado na Bíblia. Estou cuidando do meu esposo que sofreu dois infartos dentro de cinco dias, fez duas angioplastias e agora está em processo de recuperação. Deus lhe deu um grande livramento, e agora ele precisa de atenção especial e é o que darei.
Em breve voltarei a falar com vocês, por isso, não deixem de visitar o Blog, pois a qualquer momento volto a postar!

Que Deus continue abençoando a todos em nome de Jesus!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

STF aprova união homoafetiva estável: A voz do povo é a voz de Deus???

Neste dia 05 de maio/2011 foi aprovada no STF, por unanimidade, a união estável homossexual; decisão esta que confronta a Legislação brasileira, que representa o povo. Mas ainda assim, muitos pensam que esta decisão é resultante da vontade do povo, que para eles representa a voz de Deus; o que não é verdade. Nem é vontade do povo e muito menos de Deus.

Com esta aprovação, a partir de agora, duplas homossexuais que vivem como se fossem casadas terão direitos semelhantes a casais heterossexuais diante da justiça no que tange aos direitos como herança, adoção de crianças, pensão alimentícia, etc.

Assim dizia aquele que anunciou esta conclusão: "Assim como o heterossexual só se realiza e só consegue ser feliz heterossexualmente, assim também o homossexual (gay ou lésbica) também só se realiza e só consegue ser feliz homossexualmente, e deve ter liberdade para isso." (paráfrase)
Segundo nota sobre o assunto na Folha Uol :
"A decisão do STF não é equivalente a uma lei sobre o assunto. O artigo 1.723 do Código Civil estabelece a união estável heterossexual como entidade familiar. O que o supremo fez foi estender este reconhecimento a casais gays.
Agora, se um clube vetar o nome de um companheiro homossexual como dependente, por exemplo, o casal pode entrar na Justiça e provavelmente ganhará a causa, pois os juízes tomarão sua decisão com base no que disse o STF sobre o assunto, reconhecendo a união estável."

Mas questão que trago à tona aqui é: A voz do povo é mesmo a voz de Deus como muitos insistem em afirmar?
Temos acompanhado no decorrer dos anos a profunda transformação que a nossa sociedade vem sofrendo, em algumas áreas, positivamente, porém, em outras, negativamente.
Décadas atrás era algo muito raro ouvirmos falar de alguém que tinha o que hoje chamam de "opção pela homossexualidade". As pessoas zelavam mais pelos valores da família propriamente dita, composta por um pai (masculino) e uma mãe (feminino)- agora preciso especificar assim, ou, dependendo das circunstâncias, crianças que eram criadas pelos avós ou tios. Mas hoje o que testemunhamos cada vez mais escancarada diante dos nosos olhos é a banalização da família, do casamento e dos valores familiares.
Até mesmo a Legislação do nosso País, aos poucos está cedendo às pressões destes grupos, impactada pela tão badalada "Parada Gay", pelo fato de muitos estarem, como dizem por aí popularmente "saíndo do armário", soltando o que já eram nos seus corações; sim, é no coração (mente), de onde vem, segundo as Palavras do Senhor Jesus, todas as imundícias do homem, no texto em que o Senhor ensina que o que prejudica o homem é justamente o que sai dele (o seu coração/da sua mente). Jesus afirma:"Porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias." (Mt 15.19).
Será que o fato de os homossexuais estarem conseguindo tanto destaque e apoio no âmbito político, na mídia que defende este comportamento, torna a sua opção coerente e aceita também por Deus?
Muitos usam o adágio popular "A voz do povo é a voz de Deus", mas o que vemos aqui é que fica bem claro que, mais do que nunca, o homem como um todo tem se rebelado contra Deus até mesmo em suas decisões políticas, jurídicas, etc. Como podem afirmar que estão sob a direção de Deus, se não estão se lixando para o que a Bíblia diz sobre o assunto em vários trechos, inclusive no que é tão abominado pelos que fazem parte do movimento Gay (Rm 1. 18-31). Segundo comentou o Pastor Ricardo, comentário que, por sinal veio a enriquecer este Artigo "A voz do povo não é a voz de Deus e o STF não é a voz do povo. Ou seja, o povo não decide nada nesse país e acima de tudo, DEUS NUNCA É CONSULTADO... Por isso, Deus entregou tais homens aos seus próprios pensamentos[...]-Romanos 1.18-31." E ele está correto, pois os governantes deste nosso País "democrático" onde "parece" que o povo realmente participa das decisões e concorda com as mesmas; fica cada vez mais claro que isso é balela, pois suas decisões são arbitrárias, visando privilegiar determinadas pessoas, sob o mero argumento de "construir uma sociedade justa. Porém a verdadeira justiça só pode ser construída sobre a base da Palavra de Deus, fora DELE não há justiça; sem ELE, como ELE mesmo falou em Isaías 64.6, "são como trapos de imundície", ou seja, são como absorventes usados, coisa imunda. E muitos enchem a boca para afirmar que estas decisões são "justiça". Esta "justiça" sofrerá juízo futuro da parte de Deus, além do juízo que muitos deles já trazem sobre si aqui mesmo na terra, colhendo doenças como a Aids, etc.
Depois deste passo, que contrariou a Legislação vigente, o que mais falta para esta visão tomar proporções cada vez maiores, vindo até mesmo a ser estabelecida como Lei?
Devemos orar e falar, nos posicionar! Pois o PL 122/2006 está aí tramitando no Congresso.
Infelizmente muitos não pensam no momento do voto, depois ficam como espectadores diante de um quadro desses; mesmo sem concordar com as decisões que tomam afirmando que o povo quis e apoiou.
A palavra nos diz que todas as autoridades governamentais são instituídas por Deus (Tt 3.1 a ). Correto! Porém, assim como a autoridade que eles recebem vem de Deus, ou seja, assim como Deus permite que estejam lá, Este também pedirá contas a cada um destes que usou da sua autoridade para legalizar o pecado, privilegiando determinada classe, desde estas primeiras concessões até os Projetos de lei que tramitam no Congresso acerca deste grupo.
Cabe a mim, como cristã, deixar bem claro que Deus não autoriza tais decisões; isto que fazem hoje foje completamente ao que Deus estabeleceu para o ser humano, mas a pós-modernidade trouxe muitas "novidades" nesse aspecto da vida do ser humano e em muitos outros também. O que não podemos é ceder, perder o nosso referencial de preservação da Família.
Qual é a raiz dos problemas que os nossos jovens enfrentam hoje que não foram desencadeados justamente por perderem o referencial de Família, de LAR, associado a uma educação familiar e bíblica?
Há muito mais e maiores problemas que a nossa sociedade enfrenta para serem solucionados. Todo cidadão luta por seus direitos de cidadão comum; mas agora está querendo se formar, se não podemos dizer que já se formou, a classe dos cidadãos especiais, por sua "opção sexual", tendo o direito de tomar o lugar na fila de decisões na frente de casos realmente relevantes para o cidadão comum.

ARTIGO RELACIONADO:
O que nós cristãos pensamos sobre o homossexualismo

sábado, 23 de abril de 2011

Morte e ressurreição de Jesus: Quais as suas implicações para a nossa vida?

Os anos vão e vêm e as pessoas comemoram como de praxe, religiosamente, a Semana chamada Santa; mas na maioria das vezes, essa comemoração não passa de dia de descanso, de passeios, de presentear ovos que dizem que é de coelho (nunca vi algo tão sem lógica) esquecendo do Cordeiro de Deus, para muitos também é dia de mesa farta (pelo menos para quem tem condições), de rever alguns filmes sobre a paixão de Cristo (diga-se de passagem que háalguns que distorcem a verdade bíblica); enfim, mas pouco se analisa acerca do sentido desta data, deste evento na história do mundo e da igreja. Falamos aqui de Jesus Cristo; daquele que marcou a história em antes de Cristo e depois de Cristo, daquele que marcou assim a minha vida e pode também marcar a sua!
Por essa razão, acho relevante trazer à nossa memória a morte e da ressurreição de Jesus Cristo e suas implicações na nossa vida. Se alguém ainda não experimenta estas implicações, precisa apropriar-se delas, por meio do principal personagem desta data tão comemorada:

Implicações da sua morte:

1. A nossa justificação (II Co 5.21)
  • Somos agora pecadores justificados, livres de qualquer acusação; lavados pelo sangue do Cordeiro imolado na cruz; ou seja, nada consta diante de Deus contra nós daquilo que havíamos praticado (; e, por causa do Cordeiro, agora podemos clamar a Deus se porventura venhamos cair em alguma tentação, certos de que nos ouvirá, pois temos junto ao Pai Advogado, o qual é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas pelos do mundo inteiro (I Jo 2.1-2; Rm 8.26-30; Cl 1.13-23, 2.8-15)

2. A nossa morte para nós mesmos, passando a viver para ELE (II Co 5.15).
  • A humilhação do nosso ego e o reino DELE implantado em nós (Mt 6.33; Ef 2. 1, 5, 8-10; Fp 1.21; 3.7).
3. A nossa transformação em nova criatura (II Co 5.17).
  • Recebemos DELE uma nova vida, na qual podemos viver de maneira diferente; deixando o passado para trás e corrigindo erros que estejam em nossa possibilidade de consertarmos, assim como foi com Zaqueu (Lc 19.8; Ef 5.8-9; Cl 3. 1-11).
  • Recebemos DELE condições de compreendermos as coisas espirituais; de olharmos para a vida com a mente de Cristo implantada em nós (Gl 2.20; Ef 5. 10, 15-18; Fp 2.15, 3.16)
Implicações da sua ressurreição:

1. Temos a prova do cumprimento das suas profecias acerca de si mesmo quanto à ressurreição (Mt 12.38-40)

Vemos aqui duas afirmações de Cristo:

1) Ele cita, confirma e autentica o Antigo Testamento como Palavra de Deus;

2) Ele mostra que, "assim como Jonas esteve por três dias no ventre do grande peixe, assim é mister que o Filho do homem fique por três dias no seio da terra e seja ressuscitado ao terceiro dia" (Lc 11. 29-30; Jn 3.4; Jo 16.16)

2. Temos agora conosco o Espírito Santo O Consolador (Jo 16.7)

  • Fomos selados para a salvação, vivemos uma vida de santificação, e somos impulsionados para a Pregação do Evangelho (Jo 16.7; At 1.8-9, 14-18; Rm 5.5).
3. Temos a certeza do iminente cumpimeto de outra Profecia de Jesus a seu respeito: A sua volta (Jo 14.1-3))
  • Ele afirmou que podemos crer que já estamos salvos se verdadeiramente estivermos NELE (Jo 5.24)
  • O Apóstolo Pedro menciona todas as profecias a respeito de Cristo (At 2.22-36)
  • Em Apocalipse ELE nos mostra, por meio da Visão que mostrou a João na Ilha de Patmos, como será a eternidade (Ap 21.1-8)

Sendo assim, temos mil razões para louvar ao Senhor por recebermos todas estas bênçãos espirituais que se estendem a todos os âmbitos da nossa vida!

Que a partir de agora, não apenas na semana chamada santa, mas em toods os dias em que vivermos venhamos glorificá-lo com os nossos lábios, mas mutio mais com o nosso viver, evidenciando assim, todas estas implicações que vimos neste estudo.

Que ELE continue nos abençoando!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Quem é Jesus para você?

O meu Jesus não é aquele estampado em camisas e quadros; mas é aquele que quer estar como emblema no meu e no teu coração.

O meu Jesus não é aquele que estoura em vendas de camisas, botons, biscoitos, etc., mas e aquele que oferece pela sua graça e pelo seu sangue, de graça, a vida eterna para mim e para você.

O meu Jesus não é aquele que nasceu pobrezinho e até hoje o enxergam pobrezinho; mas é o Rei da glória, o Senhor dos Exércitos, o Rei dos Reis cujo reinado nunca haverá fim.

O meu Jesus não está pendurado na cruz; que muitos insistem em carregar pendurada no pescoço; mas é aquele que está bem vivo no céu.

O meu Jesus não é aquele que muitos olham para ele e choram de tão penalizados ao vê-lo sendo crucificado nos filmes da semana chamada Santa; mas é aquele que afirmou que tudo estava consumado; ou seja, que a nossa salvação já estava garantida; que se permitiu passar pela cruz, mesmo podendo descer dela, por ter o coração cheio de compaixão pelas almas dos seus eleitos.

O meu Jesus não é aquele que dizem que está em qualquer lugar onde se fala o seu nome; mas é aquele que está onde houverem dois ou três reunidos em seu nome, no sentido de continuar, de forma coletiva, o culto que já é a sua vida, tanto em palavra quanto em testemunho.
O meu Jesus não é aquele que aceita restos do meu nem de teu tempo e interesse, mas é aquele que requer primazia;

O meu Jesus não é aquele que muitos teimam em dizer que ainda está na tumba, mas é aquele que, cumprindo a sua promessa, ressuscitou, subiu ao Pai e a qualquer momento virá sobre as nuvens, com poder e grande glória!

E eu, quem somos nós? Servos rendidos a Ele sem reservas?

Busquemos viver uma vida verdadeiramente firmada nele, uma vida que não se resuma a datas comemorativas. Ele requer muito mais de mim e de você!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A verdadeira Religião


A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática; é a Verdade que procede da boca de Deus. Devemos buscar nela as respostas para muitas das nossas indagações e utilizá-la como bússola para o nosso viver diário.
Há, porém, coisas que Deus quis revelar aos homens, e há mistérios que pertencem apenas a ELE, por isso, aquilo que não está revelado, não podemos acrescentar à nossa pregação; pois é assim que se constitui uma heresia. Tenhamos muito cuidado quando tratamos acerca da Palavra de Deus. Leia: Deuteronômio 29.29

COMO RECONHECER UMA HERESIA?

* Para reconhecermos uma heresia, é necessário, primeiramente, que tenhamos um amplo conhecimento da Palavra de Deus; pois, do contrário, não estaremos aptos a fazer tal julgamento (Mt 22.29b; Sl 119.11). Aquele que tem a "sua casa" edificada sobre a rocha-que é Cristo, nenhum vendaval a poderá derrubar. Isto significa que aquele que realmente tem intimidade com a Palavra de Deus, ao ouvir ou ler uma heresia, automaticamente a reconhecerá. Uma pessoa que tem conhecimento da Palavra,como disse o Apóstolo Paulo; não será levado de um lado para o outro por todo vento de doutrina (Ef 4.14-15; lembrando que os ventos de doutrina não estão apenas fora das paredes das igrejas,mas muitas vezes também dentro dela. muitos que se dizem cristãos, pastores evangélicos, estão subindo aos púlpitos levando palavras heréticas, que não comungam com a Palavra de Deus. Há muitos que tem enfatizado em suas pregações um Evangelho de prosperidade, de vida boa, sem cobrança alguma acerca de arrependimento, confissão e perdão; apenas pregando "Bênção e vitória". Mas nós entendemos que o Verdadeiro Evangelho é aquele que humilha o homem e exalta a Deus.O Verdeiro Evangelho é aquele que prega a Pura Verdade da Bíblia, sem omitir trechos onde ela mostra ao homem que a sua maior necessidade não é o dinheiro ou bens materiais que ele possa conquistar aqui neste mundo; mas a sua maior necessidade é o resgate da sua alma da morte e do inferno. Há outros que tem agregado na Liturgia dos seus "cultos a Deus", práticas que não condizem com a Santa Bíblia e que ferem a sua Verdade, como: levar para a igreja a roupa de um parente ou de outrem; pôr um lencinho no bolso para proteger-se,fitinha no pulso; caminho de sal grosso, documentos de Identidade, copo com água sobre a TV ou Rádio;enfim, práticas que vieram de antepassados por tradição. Estas práticas, digo isto sem titubear: mostram que é necessário quebrar as falsas tradições e voltarmos ao que é verdaderamente cristão; pois muitos estão trazendo para dentro da Igreja, rituais, os quais eram praticados no Espiritismo desde a antiguidade. Mas devemos atentar para o que a Bíblia nos narra acerca disto:(Mt 8.5-13; Hb 11.1;Jo 20.28)
No texto de Mateus, lemos a narração acerca do Centurião de Cafarnaum. Aquele homem deixara o seu criado doente, paralítico e atormentado. Porém, quando aquele homem chegou até Jesus e viu que Jesus estava interessado em abençoar-lhe, creu de tal forma, que disse não ser digno da visita de Jesus, mas que bastaria uma só Palavra da sua boca, e o seu servo ficaria são. Em Hebreus 11.1 lemos que a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem. A nossa fé não pode, de forma alguma estar baseada em coisas que podemos pegar e sentir que é algo material, que ocupa um lugar no espaço; mas deve estar firme em Deus. Pecisamos compreender que não é com coisas vãs que se consegue algo da parte de Deus, mas é exercendo a fé, seguida de obediência a Ele, que fará com que as suas ricas bênçãos nos acompanhem.

* É necessário ter uma vida de profunda comunhão com Deus; pois, sem a unção de Deus sobre as nossas vidas, em vão seria todo o nosso conhecimento; as coisas espirituais se discernem espiritualmente, e não apenas através do conhecimento (I Co 2.14; Hb 5.111-14).

COMO RECONHECER SE UMA SEITA QUE SE AUTODENOMINA RELIGIÃO É BASEADA EM HERESIA?

* Toda seita que, mesmo se autodenominando Religião que não é pautada na Verdade da Palavra de Deus e que é fundamentada sobre novas revelações que não estão pautadas pela Bíblia constitui uma falsa Religião; pois fere a verdade da Palavra de Deus.

COMO RECONHECER A VERDADEIRA RELIGIÃO?

* A verdadeira Religião é Baseada na Pura verdade da Boca de Deus- A Bíblia Sagrada, sem que esta tenha sido adulterada, isto é, modificada (Dt 4.2; Ap 22.18). É verdadeiramente seguidora da doutrina dos Apóstolos, sem se desviar segundo os seus próprios interesses ( Mt 15. 13-14; At 2.42-47).
Se alguém vier até nós pregando alguma doutrina, algum outro Evangelho que não seja da própria Bíblia, a qual contém 66 Livros: 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento (Não entram nesta contagem, portanto, os Livros apócrifos- aqueles que não são reconhecidos como inspirados pelo próprio Deus) não poderemos dar ouvidos a esta pregação, pois com certeza estaremos dando ouvidos a heresias.

*A verdadeira Religião prega o verdadeiro Evangelho, mostrando o Evangelho que Cristo nos trouxe, quando diz: “Aquele que quer vir após mim, tome a cada dia a sua cruz e siga-me”. Muitos tem pregado por aí apenas um Evangelho que afirma que as pessoas vão parar de sofrer, quando Jesus nos diz que o Filho do Homem-ELE, não tinha nem sequer onde reclinar a cabeça. Lemos a história de homens que foram bênçãos nas mãos de Deus, no entanto, não tinham onde morar e morreram por enfermidade, como é o caso do Profeta Eliseu. O fato de eu prosperar ou não materialmente, está na mão de Deus, Ele é o dono de tudo e reparte como quer, com quem quer. Ele faz nascer o sol sobre os justos e também sobre os injustos.

Muitas vezes nos esquecemos que a prosperidade de uma pessoa não se resume à sua conta bancária "gorda", seus talões de cheque e a uma pilha de cartões de crédito que ostenta, a uma mansão, casa na praia, no campo, sei lá mais onde; mas, principalmente, a prosperidade está em sua vida espiritual. Uma pessoa pode até ter tudo aqui neste mundo, materialmente falando, mas, se não tiver uma vida genuína em Deus, com Deus e para Deus, esta pessoa está miserável e nua neste mundo. O tipo de Evangelho que muitos pregam por aí nos dias de hoje, não passa de um Evangelho Antropocêntrico, um Evangelho onde se procura agradar aquele que ouve e assim, atrair multidões.

* A verdadeira Religião não tem como objetivo o enriquecimento próprio, mas busca a comunhão e o repartir o pão ( At 2.42) O Senhor diz na Sua Palavra: "Trazei os dízimos e ofertas à casa do tesouro, para que não falte mantimento na minha casa..." (Ml 3.10 a)
Muitos,porém, tem tentando barganhar com Deus; ofertando com a motivação errada ("Eu vou entregar o Dízimo para Deus fazer tal coisa por mim."); alimentando expectativas acerca do que irão receber de Deus em troca da oferta que está dando. E quando aquilo que esperavam não acontece, então vem a frustração; ficam se perguntando: "Onde estão as promessas de Deus?" Jamais pararam pra pensar que não é dessa forma que devemos nos relacionar com Deus; mas que devemos simplesmente obedecê-lo e buscar em primeiro lugar o seu Reino e a sua justiça, e as demais coisas nos serão acrescentadas.
Um trecho do hino "Bendito serei" de Nani Azevedo diz o seguinte:

"Se atentamente ouvir a Deus e os mandamentos seus obedecer,
O Senhor, meu Deus, me exaltará sobre todas as Nações onde eu passar,
Eu não correrei atrás de bênçãos;
Sei que elas vão me alcançar (...)”

Aí está o segredo: OBEDECER!

Deus sonda a intenção do nosso coração. Por isso, quando estava falando a respeito de se dar esmolas, Jesus disse: "Dai com a vossa mão direita, para que a vossa esquerda não veja o que faz a vossa direita" (Mt 6.1-2) Ele sabia que muitos fazem doações, ofertam com intenções de auto-promoção ou de requerimento diante de Deus de algo em troca.
O Dízimo não foi instituído em cima de moeda, de dinheiro; mas foi gerada no coração de todos aqueles que tinham um coração grato e amoroso para com Deus. Abraão foi dizimista antes mesmo que existisse moeda; antes mesmo que viesse a Lei, ele entregou o dízimo com o coração voluntário, e isto agradou a Deus (Gn 14.20).
Sigamos, pois, o exemplo do publicano, façamos o que é certo, não para sermos vistos pelos homens, mas para que o nosso Pai celestial seja por nós obedecido e glorificado.
Devemos entregar o Dízimo, não porque o pastor vai saber que eu o fizemos, nem para que os irmãos escutem o nosso nome sendo citado na lista dos dizimistas; não para que possamos ser chamados até à frente para recebermos uma oração especial, da qual os outros irmãos que não entregaram ficarão de fora; não para depois ficarmos exigindo algo de Deus e esquecendo que somos apenas servos dele e que ELE sim, é o Senhor da História. Portanto, a Verdadeira Religião busca cumprir o que Deus determinou sem ter que oferecer prosperidade ou o seu dinheiro de volta (o que não acontece).

* A verdadeira Religião, leva os seus membros a cumprirem com fidelidade o que Deus ordena na sua palavra a todo aquele que julga ser religioso:

1- Ser não apenas leitor e ouvinte, mas praticante da Palavra de Deus (Tg 1.21-25) Não adianta eu dizer que já li e reli a Bíblia toda por várias vezes, se eu não comi, se eu não absorvi, e se aquilo que eu li não se tornou parte de mim, como regra de fé e prática, se ela não fez ainda com que outras pessoas olhem pra mim e perguntem se sou Evangélico (sem que neste momento eu esteja necessariamente com a Bíblia debaixo do braço nem com roupas que me identifiquem como membro de determinada igreja) Deixando claro que não estou dizendo aqui que o crente não precisa andar bem vestido, de forma moderada, sem dar escândalos.

2- Refrear a sua língua (Tg 1.26)- Muitos tem falado coisas que não provém da Palavra de Deus (heresias) por falta da instrução adequada por parte da sua Igreja, que não tem base bíblica e tem gerado cristãos que não estão preparados a responder àqueles que perguntarem qual a razão da sua fé. Há também aqueles que se dizem cristãos, mas quando estão entre seus amigos e familiares utilizam um linguajar tão vulgar e tão torpe que escandalizam o Evangelho. Há ainda outros que saem por aí entregando falsas profecias, muitas delas que levam outros à queda espiritual, ou a murmurarem contra Deus acerca de coisas prometidas por homens, e não pela boca DELE e que não se cumpriram; esquecendo estes falsos profetas que prestarão conta diante de Deus por essas atitudes. Quero dizer aqui que creio na contemporaneidade dos dons espirituais, no entanto, devemos provar as profecias, como o Senhor nos instrui através do Apóstolo Paulo. O discernimento que Paulo nos orienta tanto a usar, tem sido desprezado por muitas igrejas, daí o por quê de tantos erros dos quais quem tem levado a culpa muitas vezes é o próprio Deus, por pessoas que não mantém comunhão com Deus, mas vive de lugar em lugar em busca de promessas de prosperidade. Mas se a Mensagem pregada no púlpito (A Profecia Principal de Deus) for de exortação pedindo para o povo se consertar com ELE; então não foi de Deus, o irmão que pregou não falou da parte de Deus, mas falou porque sabe alguma coisa da minha vida, ou porque alguém foi falar pra ele, etc.

3- Visitar os órfãos e as viúvas, fazer o bem; A verdadeira Religião procura realizar boas obras, porém entendendo que isto apenas evidenciará da vida eterna que já tem, garantida em Cristo Jesus através do Novo Nascimento; e não achando que fazendo tais coisas receberá a salvação, pois a Bíblia nos diz que a salvação é pela Graça e não por obras (Tt 3.5).
Devemos ter a consciência de que onde há boas obras, nem sempre há amor e fé envolvidos; mas que onde verdadeiramente existe amor, sempre haverá boas obras. Aquele que é nascido de Deus sempre terá, naturalmente no coração o desejo de servir com excelência a Deus e de servir também ao próximo.

Em suma, a única e verdadeira Religião se resume em:
TER PASSADO PELA EXPERIÊNCIA DO NOVO NASCIMENTO (Você tem certeza que já nasceu de novo?- João 3.7) E, COMO RESULTADO DESTE NOVO NASCIMENTO, LER E PRATICAR VERDADEIRAMENTE A PALAVRA DE DEUS; e ainda, valorizar o momento da reunião solene coletiva, não deixando de congregar, como é costume de muitos, como disse o autor aos Hebreus, no capítulo 10.25. Pois temos visto hoje o crescimento dos desigrejados, insatisfeitos com questões teológicas ou por questões pessoais, intrigas e dissensões. Que Deus olhe para mim e pra você e encontre verdadeiros adoradores que o adoram em espírito e em verdade, e que, em consequência disto, vivem a verdadeira religião.

Que Deus continue abençoando a sua Igreja invisível!


Nani Azevedo- Bendito Serei

domingo, 17 de abril de 2011

Existe mesmo mentira branca?

Quem nunca mentiu? Mesmo que tenha sido aquela "mentirinha inocente"?

Mas a questão é: Toda mentira é contabilizada por Deus? Os fins justificam os meios? Se a mentira for por uma boa causa, Deus não leva em conta?

Se analisarmos biblicamente chegaremos à conclusão de que a mentira, independente do grau que aos olhos humanos possa ter , é pecado da mesma forma diante de Deus?
A base para compreendermos este assunto é a própria Palavra de Deus. Analisaremos juntos alguns textos que esclarecem qualquer dúvida acerca deste assunto.
No decorrer da história bíblica vemos alguns exemplos a não serem seguidos de forma alguma, como é o caso de Rebeca e seu filho Jacó, que mentiram para Isaque para que este desse a bênção da primogenitura a Jacó (Gn 27), ou ainda as filhas de Ló, que o enganaram, embriagando-o e deitando-se com ele com o objetivo de continuar a descendência (Gn 19.30-38). Estes exemplos nos mostram o quanto somos tendenciosos a ceder ao pecado quando nos é conveniente,e nem sequer nos preocupamos com as consequências destas mentirinhas, que, vale salientar, foram ditas por uma boa causa.
Às vezes já estamos tão acostumados com a mentira, que ela se torna praticamente um "bichinho de estimação", do qual cuidamos e nos tornamos dependentes além de espiritualmente, também emocionalmente; pois passamos a pensar que não conseguimos mais viver sem mentir. Isto se torna um círculo vicioso, e até mesmo em situações bobas, que poderíamos não mentir, nos pegamos pregando mentiras.

Mas o que a Bíblia nos diz acerca da prática da mentira?


"Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com seus feitos." (Cl 3.9)
"Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros [...] Nem deis lugar ao diabo" (Ef 4.25 e 27)

Muitas vezes lutamos mais fortemente contra pecados visíveis aos olhos dos outros, pois comprometem mais a nossa reputação; porém, vivemos na prática da mentira e de outros pecados que geralmente ficam ocultos e nos esquecemos do fato de que tudo está patente aos olhos de Deus, e de que não há nada que eu venha pensar, maquinar, ou distorcer, que Ele não tome conhecimento.
Quando pecamos, seja qual for o tipo de pecado, se já nascemos de novo em Cristo Jesus, entristecemos O Espírito Santo que habita em nós, e sentimos grande pesar e corremos aos pés do Senhor imediatamente para pedir-lhe o perdão. Mas há duas situações que também podem ocorrer: A pessoa pode nunca ter experimentado o novo nascimento e não sentir temor algum em ferir a santidade de Deus e estar achando a coisa mais natural do mundo viver na prática da mentira; ou ainda, a pessoa pode, mesmo sendo nova criatura, estar vivendo uma vida cristã superficial, não lê a Bíblia, não ora, e em consequência disso, estar insensível à voz de Deus e habituado a sempre estar cedendo à mentira; o que não pode acontecer, em hipótese alguma. Pois, como o Apóstolo Paulo disse no primeiro texto que citamos, que esta prática não convém a santos.
Não existe essa de "mentirinha branca"; e não importa o quanto esteja em jogo, se o nosso emprego está em jogo, se ser admitido ou não naquele emprego está em jogo, se continuar ou não com a namorada ou namorado está em jogo; não importa! Nada justifica a mentira! E não podemos nos esquecer de que um abismo chama outro abismo, e que, uma mentirinha, sempre vai chamar a necessidade de uma outra mentirinha para se manter de pé, e de outra e depois de outra, e assim por diante, e isso é muito perigoso e traz consequências diante de Deus que tudo sabe, e diante das pessoas quando descobrem toda a verdade.
Deus abomina o pecado, seja qual for aforma dele. O Senhor nos ama, mas não compactua com a mentira de ninguém, mesmo que seja para "proteger alguém", ou para "não magoar alguém".
"Não importa o prejuízo iminente, fale sempre a verdade."

O diabo é o pai da mentira. Lembre-se disso!